sábado, 23 de setembro de 2017

Lisboa, Portugal | Las Ficheras

O Las Ficheras foi o local escolhido para um almoço tardio com uma amiga lisboeta que esteve comigo em Praga. Só estive com ela durante uma semana mas a amizade que aí se gerou foi das melhores que eu fiz nesse período da minha vida.
Este restaurante mexicano - algo novo para mim - fica entre a Rua Cor de Rosa e o Time Out - Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré. Assim que chegamos, escolhemos o menú almoço que consistia em bebida, café e um burrito Las Ficheras, uma das especialidades da casa
O restaurante estava totalmente vazio e possivelmente, por isso mesmo, fomos atendidos e servidos rapidamente. O burrito estava ótimo mesmo tendo abacate, puré de feijão e ter estado um pouco picante - coisas que abomino, mas que conjugadas no burrito, até sabiam bem.
O restaurante tem um espaço agradável, uma ótima decoração e o staff foi super simpático e atencioso connosco. A comida também veio em muita quantidade e com uma qualidade cinco estrelas, com um preço relativamente acessível - em relação à quantidade e qualidade, claro. Os meus pais e o meu irmão já lá tinham ido alguns meses antes e também me deram o parecer deles, que vai muito de encontro ao meu.
+ de Lisboa, Portugal: Check | Chinês Clandestino

*Fotografia/Montagem da minha autoria. Não utilizar sem autorização prévia*

sábado, 16 de setembro de 2017

Lisboa, Portugal | Chinês Clandestino

"Chinês Clandestino" dá nome a vários restaurantes que são isso mesmo, chineses e clandestinos. Localizam-se no interior de um apartamento, habitável ou não, onde a comida é feita por pessoas chinesas nas cozinhas desses mesmos apartamentos. Apesar de terem este nome são muito conhecidos e alguns deles até têm páginas na Zomato e no TripAdvisor e já apareceram em inúmeros meios de comunicação. 
Aquele à qual eu fui situa-se numa rua no Martim Moniz, em Lisboa. Ao entrar nesta zona da cidade parece que estamos a mudar de país - algo super giro e equipara Lisboa a outras grandes capitais europeias, como Londres ou Paris. 
A ideia de ir a este restaurante foi-me dada pelo meu irmão quando ele lá foi pela primeira vez e o facto de eu ser bastante picuinhas, fez-me querer sair da minha zona de conforto e ir jantar a um destes tão famosos restaurantes.
Pedimos crepes de camarão e de vegetais para entrada e um Happy Family para prato principal. Este prato é feito à base de lulas, carne de frango e de pato e camarão, envolvidos em vegetais e num molho super saboroso com arroz a acompanhar. 
A refeição estava ótima, saímos de lá cheios e o preço, pelos dois (entradas, bebidas e prato principal), rondou os 15 euros - nada caro para a quantidade de comida. À experiência dou mil estrelas e fica a promessa de repetir e de mostrar este local a outras pessoas.
+ de Lisboa, Portugal: Check

*Fotografias/montagem da minha autoria. Não utilizar sem autorização prévia*

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Lisboa, Portugal | Check

A minha viagem a Lisboa foi feita, maioritariamente, para estar com amigos que já não via há algum tempo, sejam eles de Erasmus ou dos Escuteiros. Ainda assim consegui visitar locais que há muito estavam na minha bucketlist Lisboeta.
Três dos locais dessa bucketlist eram em Belém: o LX Factory, o Village Undergroud e MAAT - Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia. Logo depois de um almoço tardio com uma amiga rumei até Belém e consegui visitar os três espaços. 
Confesso que fiquei um pouco desiludido com o MAAT, por ser muito mais pequeno do que aquilo que tinha em mente - apesar de ter tirado imensas fotos do seu "rooftop" e adorar a sua arquitectura - e com o Village Undergroud, que apenas tinha 5 ou 6 pessoas no espaço e não tinha nada de relevante em exibição, a não ser as coisas já permanentes como as pinturas de parede e os "edifícios" si - pensava que ia estar totalmente cheio e que ia ter imensas coisas giras expostas.
Por sua vez, o LX Factory superou expectativas. É espectacular, em apenas um espaço, existirem vários tipos de estabelecimentos: lojas, cafés, restaurantes dos mais variados tipos, uma livraria/café, uma discoteca, um hostel,.. para além de que está tudo super bem decorado e super cosy. Iniciei o final da tarde no Rio Maravilha, um café no topo de um dos prédios com uma vista fantástica sobre a Ponte 25 de Abril e o Tejo e acabei no Sushi Factory, um restaurante com um dos melhores sushis que já comi.

Aproveitei ainda a minha estadia na capital para ir à Muji. Experimentei o material de papelaria e fiquei bastante agradado com as canetas e os highlighters, sendo que trouxe três de cada tipo. Queria ter trazido um notebook para iniciar o meu Erasmus Journal mas o preço levou a melhor.

A minha estadia por Lisboa foi curta mas aproveitei cada momento. A próxima vai ser uma visita mais cultural visto que existem vários museus e locais históricos a quererem ser visitados.

*Fotografias/montagem da minha autoria. Não utilizar sem autorização prévia*

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Coisas que Odeio quando Viajo


Pessoas que se levantam logo que o avião aterra e criam confusão dentro do mesmo. Calma lá pessoal, vocês vão acabar por sair do avião. Quanto mais confusão fizerem, mais tempo vão ficar aqui dentro.

Pessoas que nem sequer perguntam se podem inclinar o banco. Aconteceu-me uma vez, logo que cheguei ao avião e nem precisei de dizer nada, o comissário de bordo encarregou-se disso. Acho que só é preciso ter o mínimo de noção para que isto não aconteça.

Pessoas que andam devagar. Por natureza, ando bastante rápido. Faz-me confusão estar no meio de multidão, num shopping ou dentro de um supermercado. Quando viajo para uma cidade/país diferente, apesar de querer ver as coisas com calma, faz-me demasiada impressão as pessoas terem uma lesma dentro delas.

Quando criam barreiras por não sermos nativo. Desde o facto de não entenderem o inglês ou aquilo que queremos dizer até serem rudes connosco por estarmos a "invadir" o local deles. Compreendo, em parte, mas vá lá, se vierem ao nosso querido país, podem ter a certeza que isso não vai acontecer. Chill bros.

Os preços excessivos praticados para turistas. Os souvenirs, os menus de turista, os preços de quartos de hotel ou sightseeing buses. É um absurdo porem os preços altíssimos só por sermos turistas. Queremos vivenciar a cidade como um nativo e esses preços não nos vão ajudar em nada.

Quando fico sem espaço na mala. Tenho um certo cuidado com este ponto mas às vezes acaba por acontecer. Desde roupa a mais até às demasiadas compras no local que estamos a visitar. Acho que espaço acaba por faltar sempre, mesmo que a mala feche sem qualquer problema.

Filas. Odeio esperar e ser esperado, por isso mesmo as esperas e os atrasos são coisas que me deixam extremamente aborrecidos. Então lá fora, uiiii... nem se fala. Estar a perder tempo quando ele já é escasso, deixa-me super enervado. 

Voltar. Apesar de adorar a minha cama, a minha família, os meus amigos e o meu país, custa-me sempre voltar. A minha vontade de sair daqui e viver lá fora e enorme, e apesar de serem poucos dias, já são o suficiente para me habituar. Por um mundo onde viver lá fora é mais fácil.

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Identificam-se com alguma coisa desta lista? Contem-me nos comentários.

*Fotografia retirada do Pexels.com*

sábado, 2 de setembro de 2017

Agosto 20.17

Este mês foi cansativo. Dos 31 dias que o fazem, 15 foram dedicados ao escutismo. Primeiro, com o ACANAC, actividade que marcou muito pela positiva, não só pelos meus amigos de todo o país que reencontrei mas por ter conhecido tantos outros, como é o caso da Leonor, do pessoal do meu bairro (2,2,22!), da população de Oledo e por todas pessoas que passaram pela vida (como é o caso do nosso PR e do João Armando) nessa semana fantástica. Depois veio o meu voluntariado no ACE - Apúlia Centro Escutista - que serviu não só para fazer crescer o meu currículo escutista mas também para perceber toda a logística por detrás de um campo escutista e ajudar este campo que me diz muito a ser melhorado. Por último, o Aca'Adere - a actividade de integração dos pioneiros no Clã - que foi, sinceramente, das melhores actividades que tive nos últimos tempos. Todo o grupo estava unido e todas as temáticas abordadas, apesar de já serem conhecidas de outros anos, ajudaram-me a perceber um bocado mais da mística dos caminheiros. Para não falar também que o Gerês é lindo, e apesar de já ter ido lá muitas vezes, encontro e conheço sempre coisas novas.

Agosto trouxe-me ainda, apesar de terem sido poucas, noites de Verão fantásticas passadas no meu Spot de verão preferido, o BibOfir. Foram noites inteiras super animadas, sempre a dançar os "hits do verão" e sempre acompanhado por amigos. A conversa com o Mota e a Raquel, no Aca'Adere, foi também um dos pontos altos do meu mês essencialmente porque pude ser eu sem filtros. Pude falar daquilo que sentia, aquilo que eu era e sou e acho que nunca nenhuma conversa me fez tão bem ao interior. Reecontrei a Bruna, a minha melhor amiga, depois de semanas sem nos vermos. A photoshoot na piscina e as conversas e fofocas intermináveis prenderam-nos um ao outro durante uma excelente tarde. Por fim, a ida a Vigo e a Cangas com os meus pais e o meu irmão para aquelas que seriam as nossas férias em família. Os momentos que passamos juntos, apesar de poucos, foram intensos e era algo que já não tínhamos há bastante tempo. 

Na internet, passei maior parte do meu tempo a ouvir música, no Spotify, das minhas duas playlists favoritas, a Bibs, onde tem poucas músicas mas todas elas de funk e que passam no BibOfir, e a Mine. , onde vou juntando as minhas músicas preferidas do momento e onde conto já com mais de 70 músicas. O post sobre o Acanac, da Leonor, deixou-me com um sorriso enorme e as impressões que troquei com a Ju e com o João fizeram-me acreditar que existem pessoas fantásticas e super parecidas connosco.

Agosto trouxe-me ainda algumas complicações em relação à casa em que fiquei no semestre passado, em Bragança. Nunca tinha lidado com uma imobiliária de perto, mas depois desta experiência chego à conclusão que nunca mais. Eles foram arrogantes, mesquinhos e super desagradáveis. Obrigado pela lição. 
O outro ponto negativo do meu mês foi o facto de eu ter partido a armação dos meus óculos e ter tido de comprar uma nova porque a minha armação antiga não tinham garantia. O melhor de tudo é que continuei com a mesma armação, que adoro verdadeiramente.

Por fim, Agosto foi um mês que passou, tal como os outros, muito rápido. Mas é bom, é sinal que estiveram preenchidos e que contam com muitas histórias e momentos. 


*Fotografia da minha autoria. Não utilizar sem autorização prévia*

sábado, 26 de agosto de 2017

O custo de ter Amigos Internacionais

Ter amigos de outras nacionalidades e que vivam noutras partes do mundo abre os nossos horizontes e mostra-nos o quão pequeno pode ser este grande planeta. Mostra-nos uma perspectiva totalmente diferente de algo a que estamos acostumados que seja de certa forma. Faz com que seja mais fácil visitar certo local porque sabemos que o alojamento é garantido. Mostra-nos lugares e saberes que até então eram desconhecidos. Faz com que estejamos mais despertos e alerta para o mundo e as notícias lá de fora, para que saibamos que está tudo bem com o "alguém" caso tenha acontecido alguma coisa. Mostra-nos todo um novo mundo de comidas e sabores que até aquela altura eram desconhecidos ou apenas tínhamos "ouvido falar". Mostra-nos o quão fantástico é partilhar interesses com pessoas que pareciam totalmente diferentes de nós porque apenas sabíamos coisas acerca dos grupos em que se inserem - o seu país, por exemplo - através das notícias e da internet.

Em contrapartida, faz com que fiquemos tristes de cada vez que temos de dizer "adeus" e sem saber quando será o próximo "olá". Faz com que seja difícil ser e estar presente na vida dessa pessoa que nos diz muito, só e pelo simples facto de viver longe de nós. Faz com que o reencontro de todas as pessoas que conhecemos em certo sítio nesse mesmo sítio seja complicado porque a partir do momento que saímos de lá, as nossas vidas andam para a frente e passa a ser algo diferente daquilo que estávamos a viver. Faz com que a ânsia de voltar a vê-las seja enorme e juntemos o máximo de dinheiro possível só para ir ter com elas ao seu país o mais cedo possível.

Em suma, ter amigos internacionais é algo fantástico e único. Apostem nisso, sei bem do que falo.

Alguns dos amigos que fiz em Erasmus - Portugueses e Estrangeiros
P.S. - Quando digo amigos internacionais, também podem ser nacionais. """Sofro""" de ambos os casos devido ao Erasmus.

*Fotografias/Montagem da minha autoria. Não utilizar sem autorização prévia*

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Vigo e Cangas, Espanha

Vigo tem sido um local que tenho visitado desde que sou pequeno. Pelo facto de ter uma época balnear fantástica e ser uma cidade espanhola tão próxima da fronteira e da minha cidade, torna-se um local bastante atrativo para umas pequenas férias. 
Este ano, as minhas férias de família iam ser passadas cá - apenas um fim de semana porque o meu irmão trabalha - mas infelizmente não conseguimos quartos para pernoitar, por isso ficamos apenas um dia. E mesmo assim foi ótimo. O dia foi repleto de momentos em família, algo que já não tínhamos há bastante tempo visto que nunca nos encontramos todos em casa.
Fomos, então, para a  Playa de Areabrava, em Cangas, uma praia diferente do habitual mas onde se estava perfeitamente bem. Mais resguardada, com muito menos gente, com uma água extremamente boa e com uma elevada profundidade do mar, algo que para mim é ótimo.
No final do dia rumamos até Vigo para jantar. Fomos ao local de sempre - Rias Baixas - comer o mesmo de sempre - marisco. Eu comi outra coisa, porque não gosto de marisco, mas apreciei a minha família a comer. 
Antes de voltarmos a casa, no caminho para o carro, demos uma pequena volta pela cidade. Um calor infernal, muita gente nas esplanadas e uma cidade movimentada era o que se via. A vontade de voltar com amigos e passar lá alguns dias veio ao de cima. Quem sabe se no próximo ano isso não acontece.




Obrigado. Até para o ano.

*Fotografia da minha autoria. Não utilizar sem autorização prévia*

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Colecção de Pins

Colecciono pins à cerca de 6 anos. A maior parte deles estão relacionados com viagens: uns fui eu que comprei, e é desses que eu mais me orgulho, e outros foram comprados por familiares ou amigos. O primeiro foi-me dado pela minha mãe e veio da África do Sul. O último, até ao momento, foi-me dado pelo meu irmão e veio do Brasil. Creio que a colecção esteja prestes a crescer, mas não tenho total certeza disso.
Nem todos os pins tomaram o rumo que lhes queria dar, mas são sempre bem vindos. Alguns deles estão relacionados com os escuteiros, dois de actividades e um de uma das vertentes do escutismo no CNE. Os dois restantes representam dois estabelecimentos de ensino: o meu instituto de ensino superior, o IPB, e o colégio onde estudei do 9º ao 12º ano, o Colégio La Salle.
De todos, o que mais gosto é o da Disneyland Paris. É grande, original (as personagens rodam) e vem de um dos sítios mais mágicos e que eu mais gosto neste planeta.


Espero que tenham gostado. 
Também fazem algum tipo de colecção? Contem-me nos comentários!!

sábado, 12 de agosto de 2017

Julho 20.17

2017 tem-me surpreendido cada vez mais. Julho ajudou à festa. Digo isto porque foi neste mês que tirei a carta de condução - o verdadeiro ponto alto. Foi algo que me deu algum trabalho e o medo de reprovar mais uma vez era real. Felizmente, tudo correu pelo melhor e já conduzo sem qualquer receio.
Julho foi o mês do primeiro mergulho, da primeira festa de aniversário de Verão e dos passeios pela praia, o mês do primeiro sunset com amigos, da visita ao Porto para reencontrar uma amiga italiana que conheci em Praga e do 'Acanac + Cedo'.
Julho foi também o primeiro mês que passei na minha verdadeira casa depois de quase um ano. O mês em que matei saudades da comida da minha mãe e da minha cama. O mês em que voltei a reencontrar parte da minha família e em que passei tempo de qualidade com os meus pais. Foi o mês em que voltei a ver o meu irmão - finalmente!!!! -  depois de dois meses sem lhe pôr a vista em cima.
Em Julho viciei no novo álbum dos Foster the People - especialmente na Sit Next to Me - e nas séries Riverdale e Younger. No YouTube, viciei em Porta dos Fundos e em vídeos acerca de Bullet Journal e Journaling. Na Blogosfera amei dois posts e ambos do mesmo blogue: o "Reconheço-me" e o "@rorablue" da Inês, do Bobby Pins. Achei-os, muito sinceramente, brilhantes. A nível académico, descobri - finalmente!!! - que passei a todas as cadeiras e que acabei o 2º ano de licenciatura.
Felizmente, em Julho, não me aconteceu nada de mal. Nem a mim, nem aos meus. Que todos os meses sejam assim.
Em Julho vivi e sorri imenso. Em Julho fui feliz.


*Fotografia da minha autoria. Não utilizar sem autorização prévia*

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

ACANAC 2017 - Abraço o Futuro #2


O ACANAC já acabou e para trás ficam as memórias e as pessoas que conheci e reencontrei. Apesar da desorganização e das inúmeras falhas, foi uma boa atividade. Como já tinha dito, fui para Idanha-a-Nova dia 26, e apesar de a volta que dei nesse dia pelo CNAE ter sido pequena, pareceu-me que ainda havia muita coisa por fazer e que não ia estar tudo pronto até à chegada dos participantes. 
Ao longo dos dias, essas pequenas dúvidas foram-se dissipando e com a ajuda de todos, as coisas recompuseram-se. No domingo, o dia em que 55% dos participantes chegaram, tudo estava a postos para os receber.

O meu trabalho nesses dias passou por várias coisas: colocar sinalização no campo, retirar mato do campo dos lobitos, colocar paletes de bebidas numa melhor disposição, ajudar a colocar os kits entregues aos agrupamentos em ordem, colocar grades à volta do campo para esconder os geradores, entre muitas outras coisas. Podem parecer coisas simples, mas que debaixo daquele sol abrasador, se tornaram coisas difíceis de executar. Ao longo dos dias no 'Acanac + Cedo' tivemos também oportunidade de ir à piscina, à barragem e ao centro de Idanha, onde vimos os D.A.M.A. e assistimos a um fogo de artifício maravilhoso - coisa que dificilmente esquecerei.



Por ter participado neste programa, senti um certo egoísmo quando, no domingo, montes de escuteiros chegaram e parecia que estavam a invadir um espaço que já era tão meu e que eu "ajudei" a construir. Apesar disso, e depois de terem chegado os meus amigos e conhecidos, esse pensamento desapareceu e deu lugar a uma alegria imensa por estar a partilhar aquele local fantástico com as minhas pessoas.

Logo na segunda-feira, dia 31, reencontrei a Madalena, a minha companheira de Erasmus, o meu Clã e todos os meus amigos que chegaram de Barcelos. Conheci a Leonor, do Dancing Shoes, e foi das melhores coisas que me aconteceu nesta atividade. A ânsia de a conhecer já era muita e assim que se deu a primeira oportunidade sem entraves, encontramo-nos logo. Apesar de ter estado pouquíssimo tempo com ela, deu para perceber que não só na blogosfera mas também na vida real ela é carismática, cheia de vida e uma miúda excelente. Os elogios da parte dela caíram sobre mim de uma forma especial e apesar de não ter dito grande coisa, sinto que ela conseguiu perceber que eu estava super contente por tê-la à minha frente e que os elogios eram recíprocos. O distintivo de Setúbal, que me foi dado por ela, já tem um lugar especial no meu quarto. Agradeço-te muito Leonor pelo distintivo, pelo sorriso, pelos abraços, pelos elogios e por seres tu. Ahhh e a "guerra" de sotaques veio também à baila. ahah Tenho a certeza que nos vamos encontrar um dia destes e falar tudo aquilo que ficou por falar.



Nesse dia conheci o nosso Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa que se prontificou a tirar fotografias com todos os presentes, e o João Armando, o Presidente da WOSM - World Organization of the Scout Movement. Queria imenso conhecê-lo antes que o mandato dele terminasse e o dia 31 foi o dia escolhido. Esse dia ficou marcado ainda pelo facto de o Presidente da Câmara de Idanha-a-Nova ter nomeado cada um dos escuteiros presentes como Embaixadores do Município. Algo que não tem qualquer importância a nível civil mas que me deixou super contente.



Os dias seguintes foram passados na freguesia de Oledo, a cerca de 10km de Idanha. Depois de um raide *cof cof* cansativo *cof cof*, chegamos a Oledo e fomos super bem recebidos por toda a população. Convivemos com eles e fizemos um arraial com serenatas incluídas. Fomos pessoas felizes no meio de todos aqueles idosos que estavam felizes por nos verem. A minha tribo fez ainda o jantar na casa de um dos habitantes e jantamos com ele. Tiramos uma fotografia como o anfitrião e agora vamos envia-la por correio para que ele fique com uma recordação nossa.



Assim que saímos de Oledo, voltamos a campo e os restantes dias foram passados ou encontrar pessoal, ou no 7sentes, a dançar e a descobrir novas coisas, ou nos Génesis, a fazer atividades, ou então na Barragem, a andar de canoa e a nadar. Infelizmente e devido ao extremo cansaço acumulado, adormeci e não fui à cerimónia de Encerramento. Pelo que me contaram, foi tão enfadonha como a de Abertura mas com um pequeno up devido ao show dos D.A.M.A.. Ainda assim, gostava de ter estado presente e de ter aproveitado todos aqueles momentos com quem mais gosto. Os momentos da Arena Rover também foram excelentes, sendo que num deles, o cansaço voltou a apoderar-se de mim e não aproveitei nada.

Como já disse acima, as falhas e a desorganização foram uma constante. A pouca variedade de comida nos supermercados, a espera ao frio por mais de 2h30, o pouco sombreamento em certos campos escolhidos para montagem de tendas ou a pressa de voltar a campo para estarmos muito tempo sem fazer nada são alguns dos exemplos. A meu ver, se anunciaram tanto que ia ser o maior acampamento que o CNE já alguma vez teve e que iam estar 22 000 escuteiros em campo, acho que podiam melhorar certas coisas e fazerem jus àquilo que apregoaram. Isto é uma crítica, mas construtiva, para que no próximo Acanac as coisas melhorem e não deixem tão aquém. 

Ainda assim, o acampamento nacional foi espectacular e apesar do cansaço e da saturação que comecei a acusar nos últimos dias, voltava sem pestanejar para reviver cada momento, "reconhecer" cada pessoa e reencontrar cada amigo. Foi fantástico e espero continuar nos escuteiros para reviver o próximo.

Deixo-vos ainda mais algumas fotografias que retratam um pouco o meu ACANAC:










A Leonor despediu-se de mim, na primeira vez que nos encontramos, com um "Sê Feliz!". Durante este ACANAC foi o que mais fui. Obrigado.

"Acredita em ti, abraço o futuro
Deixa que o mundo te inspire a sonhar
Neste Acanac, celebra a amizade
A felicidade podes encontrar"

*Todas as Fotografias são da minha autoria/pertencem-me. Não utilizar sem autorização prévia*